Histórico

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“O MODERNO ONTEM E HOJE”

logo_antigo1   O Colégio Moderno foi fundado em fevereiro de 1914, pelo casal de professores CLOTILDE PEREIRA e ADOLFO PEREIRA, portugueses radicados no Brasil. Funcionou primeiramente na Av. S. Jerônimo (atual Governador José Malcher), em frente à Capela Nossa Sra. De Lourdes, hoje de propriedade da Universidade Federal do Pará (UFPA). Em 1927, assumiram a direção os professores AUGUSTO SERRA e JOÃO NELSON DOS SANTOS RIBEIRO. Funcionava com o curso ginasial sob o regime preparatório. Neste ano, o curso preparatório recebeu oficialmente o nome de Colégio Moderno que, segundo o Prº. SERRA, por ser um nome que não mudaria com a moda e permaneceria sempre moderno.

   Ao fazerem a transação, com o título de Colégio Moderno, os dois educadores, agora contando com a colaboração da Professora ALZIRA PERNAMBUCO NOGUEIRA, fizeram a instalação do Colégio Moderno na Trav. Ruy Barbosa entre as avenidas Nazaré e Brás de Aguiar, conservando o curso ginasial preparatório. Naquela época os exames finais eram obrigatoriamente prestados no antigo Ginásio Paraense, hoje Colégio estadual Paes de Carvalho, isto aconteceu até o ano de 1932, quando o Colégio Moderno passou a realizar, por determinação oficial, os exames para os próprios alunos. Esse ato deu margem ao crescimento do Colégio, que, daí por diante, expandiu-se, passando a gozar de excelente conceito no seio da mocidade estudantil de nossa terra, até porque, aquela época, era o único colégio, em Belém, a aceitar moças e rapazes no seu corpo discente.

   O seu corpo docente passou a contar com a colaboração de figuras ilustres do magistério paraense como SILVIO NASCIMENTO, PINHEIRO SOZINHO, MIGUEL PERNAMBUCO, CARLOS AZAVEDO, ENID SANTOS, LUCY ARAÚJO, HÉLIO FROTA LIMA, FELIPE DE SOUZA, BOAVENTURA CUNHA e muitos outros. O primeiro inspetor federal do Colégio foi o Drº. JOSÉ MALCHER FILHO, substituído, posteriormente, por TEODÓSIO MACHADO, COELHO DE SOUZA, ARMANDO GUEIROZ SANTOS, JOSÉ CHUVA e EMÍLIO MARTINS.

   Ainda no prédio da Trav. Ruy Barbosa, começou a funcionar o Curso Técnico Comercial, com licença concedida pela divisão de ensino comercial, sendo designado inspetor o Profº. SAMUEL NAPOLEÃO COHEN, substituído depois por seu filho EDGAR COHEN. O Curso Técnico de Contabilidade também contou com a colaboração de ilustres mestres como GABRIEL LAGE DA SILVA, CLARA MARTINS PANDOLFO, EDGAR COHEN, RIBAMAR SOARES, NAÍDE VASCONCELOS E IDA NADLER VALMONT.

   O Colégio crescia bastante. Suas instalações já eram pequenas para a sua crescente clientela. Foi quando surgiu a ideia da construção de um prédio que abrigasse, em condições satisfatórias, o estabelecimento. Varias sugestões foram apresentadas. A primeira foi de construir o Colégio nos terrenos hoje ocupados pela Vila Leopoldina e Rádio Marajoara, ideia que não vingou devido as dificuldades encontradas para aquisição do terreno.

   A seguir, foi oferecida uma área situada na Quintino Bocaiúva, entre Braz de Aguiar e Gentil Bittencourt, onde havia uma horta e jardineira que pertencia aos herdeiros do Dr. Raimundo Farias, cuja compra foi efetivada sem grandes dificuldades. Adquirido o terreno, a primeira medida foi mura-lo. A construção do atual prédio foi iniciada com a seção de Educação Física, com duas salas no andar superior, para os exames médico-biométricos e, na parte térrea, os vestiários e banheiros masculinos e femininos. Imediatamente as práticas de Educação Física foram ali iniciadas. Os alunos vinham da Ruy Barbosa e eram recebidos pelo Professor VIRGÍLIO FERREIRA, que ministrava as sessões de Ginastica.

   A construção do Prédio foi imediatamente iniciada, com projeto de autoria do Arquiteto ARLINDO GUIMARÃES, a responsabilidade técnica do Escritório Gama Malcher e assistência do construtor ANTONIO MARQUES. É de justiça ressaltar o desempenho do professor VIRGÍLIO FERREIRA durante a construção do prédio do COLÉGIO MODERNO. Incansável, pode-se dizer mesmo, que cada tijolo foi colocado com uma gota de suor do rosto do mestre VIRGÍNIO.

   E no dia 1º de abril de 1938 foram inauguradas as primeiras salas da ala esquerda e, em 1940, foi construída a outra ala, com nove salas. Dois anos depois foi construída a parte central, que passou a abrigar o setor administrativo do estabelecimento.

   Logo após a construção do prédio, o professor AUGUSTO SERRA, doente, retira-se para o Rio de Janeiro e a direção fica nas mãos dos Professores JOÃO NELSON RIBEIRO, Em 1951, o estabelecimento passou a contar com a colaboração da competente professora MARIA ANUNCIADA RAMOS CHAVES, cujo trabalho à frente do Colégio foi, sem dúvida, fator decisivo para o seu crescimento na década de 50.

   Em 1952, o MODERNO adquiriu o colégio Ypiranga, situado na Braz de Aguiar, onde hoje está o Conjunto Ypiranga. Ali instalou-se o MODERNINHO, sendo sua primeira diretora a Professora MARIA PAULA RAMOS CHAVES. Em 1969, o MODERNINHO mudou-se para o atual prédio, na Av. Gentil Bittencourt, passando a ser dirigido pela Professora MARIA CELESTE SODRÉ DA MOTA.

   A partir de 1966, a Professora MARIA ANUNCIADA retirou-se do Colégio e a direção passou a ser exercida pelos professores OSVALDO SERRA, CARLOS MORAES ALBUQUERQUE e CLODOMIR GRANDE COLINO.

logo_antigo2   Em 1969, o Moderno instalou, pela primeira ves em Belém, o Convênio, preparando os seus alunos para o vestibular, sem necessidade de cursinho. Foi o pioneiro neste setor, exemplo seguido depois por vários outros estabelecimentos de ensino em Belém.

   Como consequência natural de sua expansão, o COLÉGIO MODERNO, em 1973, dá entrada no MEC, no pedido de autorização para funcionamento dos cursos superiores. Graças ao conceito que a instituição goza em todos os quadrantes da vida nacional, a autorização foi concedida (Decreto 1.689/74), instalou-se assim, os cursos de Administração, Economia e Ciências Contábeis.

   Em 1980, novos cursos são instalados: Psicologia, Pedagogia e Ciências Sociais, abrindo ainda mais o leque de opções para aqueles que desejam galgar os bancos universitários.

   Os Professores CARLOS ALBUQUERQUE e CLODOMIR COLINO exerceram a Direção da SOCIEDADE CIVIL COLÉGIO MODERNO até dezembro de 1981, quando assumiram a sociedade professores da própria casa: ANTONIO DE CARVALHO VAZ PEREIRA, MARIA DA GRAÇA LANDEIRA GONÇALVES, MARLENE COELI VIANNA.

   Em 1982, o COLÉGIO MODERNO era o único estabelecimento de ensino do Norte do Brasil que ministrava o Ensino desde o Jardim da Infância até a Faculdade. Matinha os cursos de 1º,2º e 3º Graus, possuindo uma população escolar de 6.200 alunos. Funcionando nos três turnos, contava com cerca de 350 Professores e 120 Funcionários. Sendo também a primeira escola particular a se transformar em Faculdade, e que logo em 1988, se transformou em UNESPA e depois em UNAMA, se tornando a maior Universidade particular do Norte do país, dando a possibilidade assim de nosso alunos entrarem na primeira etapa da educação Infantil com 2 anos de idade e saírem com Mestrado já como adultos.

   O COLÉGIO MODERNO também foi a primeira escola a ter greve de professores, a primeira escola a gravar um “compact disc”, resultado de um Festival de Música entre alunos, colecionamos primeiros lugares em vestibular.

   No ano de 2002 com o falecimento da Profª. GRAÇA LANDEIRA, passa a fazer parte da direção da escola sua filha ETIANE ARRUDA.

   Dentre os destaques na trajetória do COLÉGIO MODERNO estão:

     O grupo de teatro Experiência;

     Ex-atletas espalhados pelo Brasil e Europa;

     Companhia de Moderno de dança.

   Personagens relevantes de nossa cultura e política que aqui estudaram, como LEILA PINHEIRO, FAFÁ DE BELÉM, Ex- governadores, secretários de estado como PAULO CHAVES e uma série de outras figuras ilustres de nosso país, que cantam bem alto Moderno.

   Hoje somos a primeira grande escola de Belém a implantar Educação Infantil e Ensino Fundamental Bilíngue.

   Outro trabalho importante desenvolvido pelo COLÉGIO MODERNO é o Projeto ECOAR (educação pelas virtudes), que investe cada vez mais nas relações que se desenvolvem em seu espaço educacional, priorizando não só os conteúdos formais como também os aspectos relacionais e éticos, garantindo principalmente ao aluno a possibilidade de tornar-se um cidadão mais consciente na construção do seu destino pessoal e coletivo.

   O projeto Ação Solidária desenvolvido pelo Ensino Médio, onde os alunos arrecadam alimentos que são doados a cerca de 20 instituições de caridade da nossa cidade.